03 de setembro de 2010
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NOTÍCIAS
03/02/09 - 16:54
BMeFBovespa e construtoras são mais arriscadas
Terra

Levantamento realizado pela Cyrnel International, consultoria especializada em análise de risco, mostra que as ações ordinárias da BMeFBovespa lideram o ranking dos papéis mais arriscados do Ibovespa. De acordo com a análise, produzida com as cotações da última quinta-feira (29), o grau de risco das ações ordinárias da BMeFBovespa está em 2,15, ou seja, é mais que o dobro do grau de risco da carteira teórica do Ibovespa.

"Pelo nosso sistema, consideramos sempre como benchmark a carteira completa do Ibovespa, que representa o grau de risco igual a 1. Desta forma, um grau de risco igual a 2,15, como é o caso da ação ON da BMeFBovespa, indica que o papel possui mais que o dobro de risco de variabilidade da carteira do índice", explica Carlos Frederico Werneck, gerente de operações da Cyrnel. No estudo de cenários de estresse, o papel da BMeFBovespa também lidera. Pela análise da Cyrnel, considerando a possibilidade de uma alta ou queda de 10% no Ibovespa, as ações ordinárias da BMeFBovespa apresentariam a maior variação, podendo subir, ou cair, 13,07%.

Em segundo lugar no ranking dos papéis mais arriscados ficaram as ações da Gafisa (GFSA3), com grau de risco de 2,10%. O terceiro e quarto lugares também foram ocupados por ações de construtoras. As ações ON da Cyrela Realt apresentaram grau de risco de 1,99%, seguidas pelas ações ON da Rossi Residencial, com grau de risco de 1,98.

"As ações das construtoras continuam muito afetadas por conta do cenário de credito restrito", ressalta Werneck. Na análise de estresse, no entanto, além das ações da BMeFBovespa, o estudo indica que as ações da Petrobras e da Vale do Rio Doce podem ser as mais afetadas. Na possibilidade de queda, ou alta, de 10% do Ibovespa, as ações ON da Vale podem cair, ou subir, 12,75% e, no caso das preferenciais série A, a variação seria de 12,48. Já as ações da ON da Petrobras podem apresentar oscilação de 12,21% e as PN de 12%.

Neste mesmo cenário, as ações das construtoras Gafisa, Cyrela e Rossi apresentariam variação, positiva ou negativa, de 11,98%, 11,20% e 9,92%, respectivamente.


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