Aline Guedes
Jornalista pela UEPB, foi diretora de programação da Rádio Lagar FM, sócia da Nordeste em Pauta Comunicações, redatora e repórter do PARAIBAONLINE, assessora do INSA/MCTI e trabalha atualmente no Senado Federal.
Quinta-Feira, 26 de Janeiro de 2012 13h57
Que mudança queremos?
Muitas pessoas me procuraram, pessoal e virtualmente, para falar sobre o artigo anterior, a respeito da situação lamentável em que se encontra o município paraibano de Bayeux. Pois é. Lamentável mesmo. Mas, pior é saber que, pelo andar da carruagem, pouca coisa mudará. As pessoas parecem estar paralisadas, anestesiadas, sei lá. Fora da realidade.
O incrível descaso do poder público com a população, ou com as “populações”, chega a ser espantoso e Bayeux não é o único “privilegiado”. Sempre que falamos em hospitais, escolas, segurança, moradia, vem aquela indagaçãozinha: como pode um País com umas das maiores cargas tributárias do planeta não conseguir atender às necessidades básicas de seus habitantes?
Eu trabalho com três pessoas que moraram na França e dá gosto ouvi-las falar. Nem tudo são flores, mas é interessante o exemplo dos franceses que pedem para pagar impostos, porque têm a certeza da aplicação de tais valores nos serviços essenciais, como a educação.
Tocamos, então, num ponto fundamental: Educação. Os níveis educacionais em nosso País são vergonhosos e isso está longe de ser corrigido, simplesmente porque não é interessante liderar pessoas que detêm conhecimento, não é mesmo? É cômodo não investir em educação porque um povo educado é um povo exigente e como tudo passa pela política...
Incide sobre a pequena parcela informada da sociedade o papel de esclarecer, de exigir, de cobrar. Numa nação de tantos esquemas, os membros corroídos por essa gangrena chamada corrupção precisam ser amputados urgentemente. No entanto, ao invés disso, temos nos mobilizado na Internet para dar visibilidade a assuntos fúteis. Quando não é para uma garota que ninguém sabe nem de onde saiu, as atenções se voltam aos escândalos invasores de domicílios, ao fato de fulano ter dormido com sicrano, traído beltrano, em programas de baixo nível da TV aberta brasileira.
É inaceitável um país com tanto potencial como o Brasil, na lama! Quem olha por outro ângulo, tem a capacidade de observar como as pessoas estão alheias e como a realidade destoa da fantasia. Que mudança queremos ver no mundo? Assim chegaremos a uma nação bem sucedida? Brincar é bom, mas esses “modismos” não podem acontecer em detrimento de fatores tão basais do nosso cotidiano.
Cada um de nós tem responsabilidades sobre o que acontece no Congresso Nacional, nas Assembleias Legislativas, nas Câmaras. Não mensuramos os problemas-frutos de uma política impensada. Do imposto contido no cafezinho que a gente toma na padaria, ao aumento do salário mínimo, até à eleição de um presidente do Senado, tudo tem dedo da política. A realidade pode, sim, ser modificada. Sejamos, nós, autores da mudança que queremos...
Depoimento Enviado com sucesso!