09 de setembro de 2010
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COLUNAS
Dia de civismo
Carlos Aquino

"Pense por si mesmo e dê às outras pessoas o direito de fazer o mesmo"
Voltaire - Escritor francês

O Paraibano deve apreender nesse sete de setembro que se anuncia lições para o próximo dia três de outubro, como investir-se de civismo, de altivez, de independência, de insubmissão. Consignar sua vontade e manifestá-la de forma independente, desagrilhoada de compromissos retrógrados, atrasados, financeiros, propagandístico, midiático, falsos e destoantes da realidade com a qual convivemos.

No sete de setembro se comemora a independência do Brasil de Portugal, proclamada por Dom Pedro I em 1822. Para os que não sabem o dia 03 de outubro, data das eleições, foi escolhido, originalmente, para lembrar o início da revolução de 1930, evento este que está umbilicalmente vinculado a historia da nossa Terra e da nossa gente. Muito mais do que datas, e simbolismos, são conquistas do povo, são avanços construídos com sangue, suor e lagrimas pelos brasileiros, portanto urge o conhecimento da importância do exercício da cidadania através do sufrágio, da soberania da nossa vontade, da expressão da vontade sem peias, rédeas e restrições de qualquer natureza.

Torna-se imperioso o conhecimento com critério e responsabilidade das pessoas a serem escolhidas para representação nos poderes executivo e legislativo em todos os níveis. Analisar os perfis dos postulantes é uma necessidade, sobretudo aqueles que propugnam renovar seus mandatos. Para tanto se deve questionar se nos mandatos anteriores ele cumpriu o que prometeu. Se o partido político ao qual o candidato pertence merece seu voto. Estes questionamentos ajudam muito na hora de escolher seu candidato.

Numa autentica democracia as eleições representam um ato de cidadania. O voto deve ser valorizado e ocorrer de forma consciente para a opcao por políticos que detenham um passado compromissado com o bem estar da coletividade e pela integracao social com propostas voltadas para evolucao e o progresso, a modernizacao e o avanco.

O que nao se deve tolerar sao os repetitivos de ideias, os que ja passaram e nao realizaram, os que prometeram e nao materializaram, os que nao estao em plena sintonia com os novos tempos e com o futuro. Devemos todos compreender que eleições diretas ou indiretas, e a cargos muito variados, ocorrem em nosso território há cerca de cinco séculos. Por isso devemos saber como esse direito, que já foi restrito a muito poucos, se estendeu hodiernamente aos cerca de 125 milhões de eleitores atuais.

Até a Constituição de 1988, o voto era um direito negado aos analfabetos, um percentual significativo da população, sem falar dos soldados e marinheiros. Não deve causar surpresa, portanto, o fato de presidentes eleitos com elevada votação mediante mobilização das massas, como Jânio Quadros, que obteve quase 06 milhões de votos em 1960, terem participado de eleições que mobilizaram somente 10% da população do país.

Extraiam lições imorredouras pelo compromisso com o amanha a fim de que não tenhamos uma longa noite à espera de um alvorecer ainda mais distante. VIVA A DEMOCRACIA!
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