
O Campinense está prestes a firmar parceria com um grupo empresarial do sudeste do país, cujo nome é praticamente desconhecido. Investidores que de repente se encantaram com o clima serrano e resolveram apostar no futebol da raposa sob a argumentação de que o torcedor rubro-negro vai fazer a diferença.
Já houve experiência desastrosa com uma parceria num passado recente e por isso é bom que os dirigentes atuais fiquem atentos quanto aos termos desse acordo. Afinal, porque uma parceria com um clube com dívidas que ultrapassam 8 milhões de reais e que trabalha no vermelho há décadas.
É estranho o interesse de “parceiros” num futebol sem mídia regional, num clube que disputa competições deficitárias, num estado onde até a mídia local pede esmolas, onde as emissoras de rádio sublocam seus departamentos esportivos, pela absoluta falta de viabilidade desse segmento.
Será que os novos parceiros vão assumir os débitos do Campinense ou vão se responsabilizar apenas pelo departamento de futebol a partir da assinatura do contrato!!! Os direitos federativos dos jogadores pertencerão a quem? Se houver proposta para algum jogador ser negociado, quem bate o martelo para a liberação? Quem vai pagar as obrigações sociais? A Timimania? Os agiotas? As dívidas trabalhistas?
A solução pro nosso futebol não passa necessariamente por parcerias, que também são bem vindas quando existe expectativa econômica pros dois lados. A receita para tirar nosso futebol desse buraco crônico depende principalmente da coragem dos dirigentes das Federações e da CBF.
Que tal reduzir o numero de clubes e o tempo de disputa do deficitário campeonato paraibano? Que tal os clubes profissionais criarem uma associação para gerir o certame estadual? (a exemplo do clube dos 13) Que tal os presidentes de federações baterem o martelo e exigirem da CBF a inclusão no calendário de 2011 do campeonato do nordeste com 1ª e 2ª divisões e com 4 meses de disputa!!!
São sugestões transformadoras, difíceis de serem implementadas, porque o carcomido modelo federativo do nosso futebol, não permite abrir seu baú preto. É composto na maioria por gente que se locupleta, que faz negociatas, e pouco está se lixando com a falência da maioria dos clubes profissionais desse país. Especialmente os do norte e nordeste.