A bem da verdade, a vida cultural e artística da cidade vive momentos de paralisia. Mesmo assim, o Sesc/Centro não deixou passar em branco as comemorações alusivas ao Dia Internacional do Teatro. Na sexta e sábado últimos promoveu na Praça da Bandeira e no seu próprio teatro, algumas palestras e espetáculos.
No entardecer da sexta 26, o Grupo “Quem tem Boca é Pra Gritar”, atualmente radicado em João Pessoa, encenou sob as árvores da Praça da Bandeira a peça Cancão, Malazarte e Trupizupi de Bráulio Tavares. No dia seguinte, além de palestras no teatro Sesc/Centro, realizou-se o espetáculo “Esparrela”, também de João Pessoa.
Essas ações serviram para lembrar a população que o teatro ainda existe e, ao mesmo tempo, funcionou como um raio, tentando quebrar o clima opaco, cinzento e quase morto que toma conta da cidade, pelo menos no quesito cultura. Parabéns ao Sesc e a Universidade Estadual da Paraíba que apoio à empreitada.
O Protesto Mudo
Não poderia deixar de atender, sob pena de me sentir um pé de coentro, o apelo feito por atores que participaram do último auto natalino, realizado pela PMCG, em dezembro do ano passado. Eles reclamam que passados quase cinco meses ainda não receberam os cachês. Trata-se de mais de uma dezena de atores e atrizes, além de bailarinos, dançarinos e figurantes. Mais que a dívida, eles se queixam da falta de informação, quando não, de desculpas esfarrapadas, e, principalmente do medo reinante que imobiliza a categoria. É proibido falar!