
Há mais de semana que a imprensa paraibana vem sendo pautada sobre o boato de rompimento entre Cássio e Ricardo, bem como pelo suposto desagrado dos eleitores, principalmente da capital, com a união Ricardo/Efraim. Tudo isso, aliado a carta do ex-deputado Carlos Dunga, desistindo de ser vice na chapa oposicionista que, a bem da verdade, nem sequer foi definida, mesmo porque decisões dessa monta não costumam acontecer no início do processo.
Ludibriada por esses factoides, disseminados estrategicamente pelo poder onipotente do Governo Estadual, a nossa mídia foi levada a camuflar a dificuldade do governador de comemorar o aniversário do 1° e último ano de sua gestão, a crise com a categoria policial e a promessa de greve na área educacional para próxima sexta 26 e, sobretudo, a montanha de rumores de relações indevidas entre o Executivo e o Judiciário.
Mais uma vez prevaleceu o óbvio e a peneira não conseguiu tapar o sol: Ricardo, Cássio e Efraim reafirmaram a união e, paralelamente, anunciaram um encontrão com as demais lideranças de oposição para fortalecer a pré-candidatura de Ricardo – fator de insegurança que ronda a Granja Santana, estremecendo de medo os seus moradores.
Ainda inebriada pelo “convincente” discurso do Palácio da Redenção os nossos meios de comunicação dão sinais de que a pauta continuará a mesma em detrimento de informações, apesar de relevantes para a população paraibana, que continuarão encobertas, sendo apenas veiculadas por pequenas vozes. Assim, já dão destaque para a ausência do senador Cícero Lucena no encontrão (que novidade) e outras ilações.
Mas o que fazer? As coisas não podem parar. Aliás, como diria um político do nosso Estado, “quem fica parado é poste”.