Ontem o prefeito de Campina Grande, ao decidir pela permanência no cargo, provocou a primeira grande baixa na campanha do atual governador que pleiteia, desta feita pelo voto popular, a sua recondução ao Palácio da Redenção.
O governador, embora certas pesquisas digam o contrário, sabe perfeitamente que campinenses e trezeanos não o querem no Poder, afinal são testemunhas do desprezo que o mesmo nutre cidade – fato demonstrado por atos concretos não apenas nessa gestão, mas principalmente em gestões anteriores.
Só para refrescar a memória, em anos passados assinou o projeto de lei que diminuiu a cota do ICMS para Campina (projeto de autoria de um senhor, igualmente mal visto na cidade, que responde pelo nome de Wilson Santiago); matou a população campinense na unha e não concluiu as obras do Hotel Turístico; e, já nesta gestão tampão, tentou, sem sucesso, seqüestrar verbas da UEPB para a construção do Museu dos Pandeiros, remanejando-as para publicidade.
Essa postura do gestor paraibano em relação a segunda maior cidade do Estado tem levado a sua população a vaiá-lo todas as vezes que aparece em campo aberto. Caso exemplar: Parque do Povo. Se bem que até mesmo quando ausente o governador é vaiado. No último jogo Campinense X Vasco no Amigão, o locutor, por mero engano, anunciou a presença do desafeto maior da cidade. A torcida não se contentou com vaias, mas com xingamentos que não vou repetir aqui em respeito à Semana Santa. De qualquer forma, basta acessar o you tube, pesquisando Maranhão, Campinense e Vasco, para constatar o fato.
O governador pensava inverter essa conjuntura adversa colocando como seu vice o prefeito de Campina Grande, provável estratégia de, em parte, amenizar o problema. O Prefeito disse NÃO e tudo voltou ao ponto de partida.
Resta mensurar as mágoas do governador diante desse evento, sem dúvida desconfortável e das prováveis implicações advindas dele. Este, porém, é um trabalho para Mão Diná.